A DESIGUALDADE SALARIAL NO SETOR FLORESTAL BRASILEIRO

Autores

  • Renata da Costa Pereira Universidade Federal da Grande Dourados
  • Jaqueline Severino Costa Universidade Federal de Lavras
  • Pedro Rodrigues de Oliveira Universidade Federal da Grande Dourados
  • Juliana Maria de Aquino Universidade Federal da Grande Dourados

Palavras-chave:

Decomposição de Oaxaca-Blinder, Gênero, Raça

Resumo

O setor florestal brasileiro gerou, em 2018, cerca de 3,8 milhões de empregos diretos e indiretos. Dada a importância do setor
para a economia brasileira, objetivou-se analisar a existência de discriminação salarial por gênero e raça/cor no setor no mercado
de trabalho, aplicando a metodologia de decomposição de Oaxaca-Blinder. Para a construção das variáveis, utilizaram-se dados secundários extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, do ano de 2015, e utilizou-se o programa de estatística Stata 14 para fazer as análises. Foram analisados os ramos agrícola e industrial, a fim de observar em qual deles existe maior discriminação salarial entre homens e mulheres, e entre brancos e não brancos. Observou-se que existem evidências de uma possível discriminação de gênero e de cor/raça no setor florestal brasileiro como um todo. No entanto, há evidências de que a diferença no retorno das características produtivas seja bem mais significativa na análise por gênero, principalmente no ramo industrial (169,6%). Na análise por raça/cor, o efeito característica se sobrepôs ao
efeito preço na explicação do diferencial total de rendimentos.

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Publicado

2021-08-10

Como Citar

PEREIRA, R. da C.; COSTA, J. S.; DE OLIVEIRA, P. R.; AQUINO, J. M. de. A DESIGUALDADE SALARIAL NO SETOR FLORESTAL BRASILEIRO. Organizações Rurais & Agroindustriais, [S. l.], v. 23, p. e1633, 2021. Disponível em: http://www.revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/1633. Acesso em: 3 dez. 2021.

Edição

Seção

Economia e comércio exterior