GANHOS COMERCIAIS NA ROTAÇÃO DAS CULTURAS DE ARROZ E SOJA NO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Murilo Gonçalves Quevedo Universidade Federal de Pelotas
  • Mario Duarte Canever Universidade Federal de Pelotas
  • Aline Castro Jansen Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Filipe Selau Universidade Federal de Pelotas

Palavras-chave:

Padrão sazonal, Diversificação, Agronegócio, Produção, Tomada de decisão

Resumo

O arroz é uma importante atividade agropecuária do Rio Grande do Sul, sendo produzido, até recentemente, em monocultivo nas áreas de várzeas, principalmente da metade sul do estado. Atualmente, a soja vem se tornando uma alternativa à diversificação produtiva dessas áreas, motivada pelos ganhos produtivos. Além disso, neste artigo entende-se que a introdução da soja em rotação com o arroz gera ganhos na comercialização. A hipótese é que a rotação da soja com o arroz possibilita ganhos na venda do arroz, pois este tem sazonalidade diferente da soja. Objetiva-se determinar os ganhos comerciais obtidos com a rotação e os melhores momentos nos quais as propriedades adotantes da rotação devem vender suas commodities. Em uma abordagem qualitativa, o estudo realiza a análise da sazonalidade e de entrevistas
semiestruturadas, realizadas com produtores rurais da região de Pelotas/RS, para a estimação dos ganhos e para a compreensão das decisões dos produtores. Os resultados demonstram as vantagens comerciais da rotação, pois possibilita a venda da soja, que tem menor sazonalidade no momento da colheita do que o arroz. A venda do arroz em propriedades com rotação deve ser feita a partir de agosto até fevereiro do ano seguinte. Ao fazerem isso, as propriedades podem somar até 2,37% de ganhos por hectare, o que corresponde a 3,7 sacos de arroz/safra. Através de entrevistas realizadas com produtores nas condições de monocultivo (somente arroz) e em rotação (arroz e soja) ficou evidente a percepção destes quanto às vantagens introduzidas pela entrada da soja na comercialização pelas propriedades.

Biografia do Autor

Mario Duarte Canever, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Pelotas (1994), mestrado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (1996) e doutorado em Administração com ênfase em agronegócio - Wageningen University (2006). Atualmente é professor associado III da Universidade Federal de Pelotas. Atua principalmente nos seguintes temas: empreendedorismo, agronegócio, cadeia produtiva e economia agrícola. Foi Diretor da Coordenação de Inovação Tecnológica da UFPel, entre 2013 a 2015, período em que liderou a criação da Incubadora de Base Tecnológica da UFPel e o APL Saúde de Pelotas. Atuou fortemente na criação do Programa de Pós Graduação em Organizações e Mercados (PPGOM - Economia Aplicada), sendo seu primeiro coordenador e do Programa de Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais (PPGDTSA). Atualmente orienta alunos de mestrado em ambos os programas.

Aline Castro Jansen, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Administração pela UFRGS, com ênfase em Inovação e Tecnologia. Atua como Gestora de Inovação e Tecnologia no Programa Inova RS (SICT/RS - Sec. Inovação, Ciência e Tecnologia). Mestra em Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais (UFPel, 2017). Bacharela em Administração (UFPel, 2013). Interesses de pesquisa: Inovação, Empreendedorismo, Tecnologia, Ecossistema de Inovação, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Agricultura Digital. 

Filipe Selau, Universidade Federal de Pelotas

Professor Adjunto do Departamento de Solos da Universidade Federal de Pelotas. Possui graduação em Agronomia (UFRGS), graduação em Engenharia Agrícola (Ulbra), Mestrado e Doutorado em Ciência do Solo pelo Programa de Pós Graduação em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2017 realizou seu Doutorado sanduíche na Divisão de Genética e Biotecnologia do International Rice Research Institute (IRRI), Filipinas. Atuou como pesquisador do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), chefe da Seção de Solos e Águas e coordenador do Laboratório de solos, água e tecido vegetal da mesma Instituição. Suas linhas de pesquisa são na área de Agronomia com ênfase em fertilidade, química e microbiologia do solo. Membro permanente e orientador no Programa de Pós Graduação em Manejo e Conservação do Solo e da Água da UFPel.

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Publicado

2022-07-14

Como Citar

QUEVEDO, M. G.; CANEVER, M. D.; JANSEN, A. C.; SELAU, F. . GANHOS COMERCIAIS NA ROTAÇÃO DAS CULTURAS DE ARROZ E SOJA NO RIO GRANDE DO SUL. Organizações Rurais & Agroindustriais, [S. l.], v. 24, p. e1819, 2022. Disponível em: http://www.revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/1819. Acesso em: 1 dez. 2022.

Edição

Seção

Gestão da qualidade, de operações e logística