SIMULAÇÕES DE RAZÕES ÓTIMAS DE HEDGE PARA A UVA EXPORTADA BRASILEIRA

  • Abdinardo Moreira Barreto Oliveira UFLA
  • Joséte Florencio dos Santos

Resumo

Num estudo exploratório anterior, Ferreira e Sampaio (2009) encontraram uma predisposição dos fruticultores para a implantaçãode um mercado de futuros para a uva e a manga exportada brasileira. Entretanto, uma das limitações desse estudo foi a ausência dasrazões de hedge que melhor atendessem às demandas daqueles fruticultores envolvidos. Objetivou-se neste artigo identificar, porsimulação, as razões ótimas de hedge que seriam efetivas na diminuição do risco de preço da uva exportada brasileira, via mercadode futuros. Coletaram-se 300 preços médios mensais US$ FOB/kg entre 1989 e 2013 no site AliceWeb2. Utilizou-se o modelo deprevisão ARIMA para simular os preços futuros. Construíram-se 48 cenários para cada abordagem de hedging empregada no estudo:Variância Mínima e Média-Variância. Identificou-se que os contratos futuros, com vencimento de 03 e 06 meses apresentaram, asmelhores médias na efetividade do hedge (26% e 20%, respectivamente), com razões ótimas de hedge de 91,6% e 66,4%, em posiçõesvendidas. Estes resultados, portanto, coincidem com o prazo de armazenagem de 01 a 06 meses em packing houses, mostrando assim oaparecimento de uma ligação entre aspectos operacionais e financeiros que viabilizariam o contrato futuro da uva exportada brasileira.
Publicado
15-05-2015
Como Citar
OLIVEIRA, A.; DOS SANTOS, J. SIMULAÇÕES DE RAZÕES ÓTIMAS DE HEDGE PARA A UVA EXPORTADA BRASILEIRA. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 17, n. 1, 15 maio 2015.
Seção
Artigos